Ele olhou para câmera, com sutileza e sussurrou a seguinte palavra: Paz.
Havia acabado já há algum tempo, aquele sentimento todo, bom e ruim, era o que ele desejava: Paz. As pessoas seguem, ele seguia, ela seguia, ele seguia todos seguiam. E tinha que ser assim, era o melhor a fazer. Paz.
Uma coisa que os folhetins televisivos tentam incutir na cabeça de todos: Ou a pessoa é má ou ela é boa. Não existem vilões e mocinhos. Quem não foi mal por querer ou mesmo sem querer? Quem não foi bom com quem foi mal ou foi mal com quem foi bom. A posse doentia gera o mal, o desprendimento total também, eles sabiam disso.
Ele segurava nas mãos uma pedra que imediatamente jogava fora, fora de cogitação empunha-la contra o outrem. [relâmpagos na rua].
O dia estava cor de mel, com cheiro de azeitonas e pele rubra. O sentimento era de olhar pra trás e não ter o que retocar [suspiro].
Todos sabiam que essa palavra simples [paz] era verdadeira, era precisa [nos dois sentidos da palavra, substantivo e verbo]. Além da pedra o alfinete fora jogado na rua, em que um raio tomava conta. Sem armas e escudos. Ela conhecia o âmago dele, sem mais.
E quem não conhecia julgava, com razão [não costumo tentar tirar a razão de quem têm] era compreensivo. Ser compreensivo requer paciência: “Eu entendo”, uma das frases mais proferidas por ele há algum tempo. E entendia mesmo [o que não lhe furtava o direito de dor, contudo, não lhe acrescia o sentimento de guerra].
Aquela câmera gravava seus olhos castanhos mel em dias luminosos e dizia todas essas palavras aqui escritas, mas sem a necessidade de mostra-las. Ela sabia. O outro provavelmente não acreditava [paciência], mais uma vez o direito de dúvida lhe era entregue para o bom uso.
Paz.
Suspiro.
Sorriso.
Nunca lhes desejou mal, há pouco tempo também não lhes desejava bem, era indiferente. E há tempos mudou, desejava um bem e felicidade mútua, sobretudo pra ela. Paz.
Ele sempre foi de se defender com palavras duras e por vezes cruéis, era um dom que ele sempre disse a ela que preferia usar para acariciar, afagar e fazer afeto. E ela sabia.
Paz.
Ao olhar para câmera é como se olhasse nos olhos dela. Parcelas de culpa? Sim, todos. Mas fica para trás.
Paz.
Reflexão.
Lealdade.
Ele fez promessas que não descumprirá. E ela sabe.
A paz reside no afago de lembranças boas, ele conseguia [agora] fazer isso e desejava que ela também.
Para ele sem Stalker, sobretudo em mim; não reside o risco, não reside a agressão [já residiu]. Agora o prudente, necessário e magnânimo seria isso: Um dia de chuva, chocolate quente e sorrisos de todos, sem perder tempo discutindo passados empoeirados e ociosos sem limites, sem desejo.
Partem para a paz.
Partem para a chuva.
Partem para o sucesso pessoal.
Que o frio gerem-nos aconchegos, suspiros e felicidade.
É o meu desejo. De paz.

Adorei Laerte muito bom, espero que continue assim :D beijo suh
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