quarta-feira, 20 de julho de 2011

Dois bolos


Hoje comi dois bolos tão diferentes. Um tinha gosto de chocolate, uma querida amiga me deu. É saboroso, gosto de “feliz”. Saboreei um pedaço ao levantar e outro agora. Esses bolos tem gosto de coisas boas, de lembranças engraçadas, divertidas.
Hoje eu acordei com sabor de “noite”, ansioso e desperto. Corri o dia todo querendo que a noite chegasse. Tomei um café, com gosto de café mesmo, de frenesi. O café me envolve, me faz pensar em coisas positivas, me deixa com vontade de viver um pouco mais cada coisa que eu faço, nos mínimos detalhes.
Olhei meu reflexo no espelho e me vi cintilante. São 00h35min e eu bebo algo verde, que me relaxa (onde estão aqueles tremeliques que envolviam outrora?).
O outro bolo tinha gosto diferente, um gosto decepcionante,  de vazio com cobertura de “nem a merda te mando”. Podem rir da metáfora trágica. Mas para que? Esses gostos servem para que?
Esperei ansiosamente pelo momento, com frases ensaiadas, olhares prontos e divertidos. “o que vocês pensam que eu sou? seus bostas, na minha testa não está escrito ‘imbecil’”. Estou cansado do medo alheio que não me deixa viver. Estou cansando desse gosto.
Vontade de gritar eu tenho, mas o faço para dentro e em palavras desconexas.
E bolo? Eu prefiro os de chocolate, da Duda.
Sem mais!

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