segunda-feira, 23 de maio de 2011

Mil cruzamentos bipolares


Ela pára entre um cruzamento. São quatro os caminhos, pelo menos quatro. Ele sorri, os quatro caminhos lhe parecem muito bons, escolher não é o problema. Ele quer ficar mais tempo admirando e imaginando as infinitas portas de amor que os caminhos lhe proporcionam.
Ele está num cruzamento ainda maior, o de si consigo mesmo. Ele percebe uma bipolaridade perdida|econtrada em no seu âmago. E ele ainda sorri, pois admira essa bipolaridade tão sua, tão concreta, tão viva de belezas. Uma bipolaridade que não prejudica nem maltrata ninguém. Quantos caminhos, ele queria escolher todos. Ele pode, mas prefere escolher seus desejos, o desejo de focar...
Ele foca...ele aplaude.
Ele confunde.
Ao caminhar pelas estradas sente-se um cheiro de mel de laranja, repletas de flores. Elas tem um toque aveludado, o próprio vento o tem. É um vento aveludado e cremoso. Seus passos levam a diversos quereres... ele os quer. Assim, dessa forma.

A bipolaridade é sua... perde-se nas flores! São tantos tipos, cores e perfumes... encanta-se, vamos!

Algumas flores proibidas, outras venenosas, algumas cristalinas...outras insípidas...qual ele quer? Talvez nenhuma, apenas apreciá-las como um beija-flor...

Um beija-flor...
Um beija
Um flor
Um beijo de flor
Uma flor de beijo...

E beijo...

Beijo

e...

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