Ele olha seu reflexo no espelho. Vê sua barba por fazer e sorri. Passa uma água no rosto semi-pálido, revigora-se feliz. Toma água como um líquido único e cristalino, além de gasoso. Senta-se na cama, pergunta a si mesmo o que fazer, mas já não era mais um “o que fazer da minha vida?” estava mais para: “o que fazer? Dormir? Ver TV? Comer?” ele preferiu se debruçar na janela e olhar o chão, sem pensamentos suicidas. Mas da janela do seu quarto ele viu um cadáver, estatelado no chão. Um cadáver metafísico, sem carne. Ele não se conteve e sorriu, ficou admirando aquele cadáver, justamente por se tratar de um. Ele sorriu de novo, agora não mais com os lábios, sorriu com a alma. E tudo resolvido. Um misto de furor e gastrenterite o tomou como seu. O cadáver não lhe dizia mais nada, nem “oi”, nem “muito obrigado”, nem nada mais, não lhe causou frio na barriga, nem na espinha e olha que hoje está frio. Ele se sentiu quente e remendado... um remendo novo e forte..nossa..como são bons esses remendos... O post hoje está pequeno. Isso mesmo..está bem de acordo com a pequenez.

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