sábado, 13 de agosto de 2011

Sutileza


Ela me sorri com a alma. Que saudade do sorriso dela, do seu jeito peculiar. Ela me conquista com seu caminhar, revoga meus medos mais íntimos, mas escusos. Quando sua imagem me vem à mente, tudo parece confortar, deixa claro, sem borrões. Como é bom poder fechar os olhos com simplicidade e se jogar de costas, pois ela ampara com seu toque suave.
Lá vem ela [quem dera]. Impossível não sorrir ao imaginar a cena perfeita. “Princesa dos olhos d’água”. Quando a vejo, meu coração dispara, meu sangue aquece minhas dedicações. Quando a beijo, sinto cheiro de entrega, de dia feliz, de riso fácil. Quando ela vai, sinto um ‘até logo’.
Sua voz é suave, ao menor distrair... Ela se faz perceber em consoantes e vogais aveludadas regadas a carícias com uma sutileza-não-sutil. Mordo, abraço, suspiro, desejo, cumplicidade, ternura, paixão... e tantos mais à essa pequena, que não se esconde de mim, não consegue. Levo-a na leveza correta de levar. Trago-a nos meus braços apertados de saudade doída. Uma saudade de rir olhando nos olhos, num sofá cor de vinho, saboreando cada momento, perplexo com a beleza do verbo “Estar”. Estar, estar, estar, estar... Como é bom estar... Assim.

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